quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Fiat no Nordeste

Terça-feira, 14 de dezembro de 2010 às 18:54

Desenvolvimento induzido deixará o Nordeste irreconhecível’ em algumas décadas

Quem conheceu o Nordeste pobre e sempre necessitado, vai se surpreender com a região em 15 ou 20 anos, afirmou o presidente Lula nesta terça-feira (14/12) durante anúncio de investimentos da Fiat em nova fábrica no Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco. A região ficará “irreconhecível pelo seu alto desenvolvimento” e “não será mais lembrada como a parte pobre do País”, afirmou.
A Fiat vem para cá porque ela está enxergando que o Nordeste é a região que mais se desenvolve no Brasil, que a classe pobre está ficando menos pobre, que a classe média está crescendo e que o Nordeste passa a ser um mercado em potencial extraordinário.
Segundo Lula, todos os investimentos realizados na região são uma forma de reparar um modelo de desenvolvimento ultrapassado, no qual só se apostava nas regiões Sul e Sudeste. Com isso, afirmou, o restante do País ficou relegado a segundo plano, sofrendo com a pobreza, desigualdade social, falta de empregos e de mão de obra qualificada.
A exemplo do que ocorreu em 2008, com o advento da crise econômica mundial, em que foi incentivado o consumo para que a economia brasileira não paralisasse, Lula ressaltou a importância do governo como um indutor de políticas e de investimentos. É essa a “intromissão”, disse Lula, que o governo tem que dar no desenvolvimento, “de ser o indutor do modelo de desenvolvimento que a gente quer para o nosso país”.
Então, companheiros da Fiat, vocês estão investindo aqui no Brasil nas ações mais rentáveis que vocês já investiram. Eu sou grato por vocês terem escolhido o Brasil, grato por terem escolhido o Nordeste e grato por terem escolhido Pernambuco.
O anúncio da Fiat feito nesta terça-feira faz parte do plano de investimentos de R$ 10 bilhões que a empresa já aprovou para o Brasil no período de 2011 a 2014. Os investimentos de R$ 3 bilhões em Pernambuco, para o período, incluem a construção da fábrica, de um centro de pesquisa para o desenvolvimento de novos produtos e plataformas, além de treinamento de recursos humanos para operar o novo empreendimento. A unidade deverá produzir novos modelos de automóveis desenvolvidos no Brasil e voltados para a demanda do consumidor brasileiro, especialmente do Nordeste, e latino-americano. Ela será projetada para produzir cerca de 200 mil unidades por ano, segundo projeções da Fiat. Ainda segundo a empresa, o polo industrial de Suape deverá gerar aproximadamente 3,5 mil empregos diretos, estendendo sua influência também para outros setores e negócios.
Terça-feira, 28 de dezembro de 2010 às 19:01
Nordeste é a nova fronteira do desenvolvimento brasileiro

A Fiat não instalou sua nova fábrica brasileira em Pernambuco porque o presidente Lula é de lá ou porque o governador Eduardo Campos tem olhos azuis. A empresa sabe que o Nordeste está se desenvolvendo a passos largos e é a nova fronteira do País a ser desbravada, por isso não perdeu tempo, afirmou o presidente Lula durante cerimônia de lançamento da pedra fundamental da fábrica no Complexo Industrial de Suape, em Pernambuco. O Nordeste que antes só aparecia nas estatísticas por seus problemas de analfabetismo, desnutrição e mortalidade infantil, agora forma cada vez mais doutores, qualifica profissionalmente sua juventude por meio das escolas técnicas e vê a geração de emprego e renda crescer com a instalação da indústria naval e petroquímica nos estados da região. E assim o País fica mais justo e equilibrado, afirmou o presidente:

“Não era possível o Brasil continuar dividido entre o País miserável exportador de desempregado para o restante do País e o Brasil que recebia quase tudo. Este País tem que ser mais igual, dando oportunidade a todas regiões. (…) O Nordeste precisa de mais indústrias e mais empregos, porque nós temos que recuperar as décadas perdidas. Eu não esqueço a razão pela qual eu saí da minha Caetés no dia 13 de dezembro de 1952. A causa chamava-se fome. E nós não queremos que isso aconteça mais com o Nordeste. Nós queremos que nordestino vá a SP a turismo, como o paulista vem para cá a turismo.”

O presidente reafirmou a sua disposição de trabalhar até o último dia de sua gestão, e assim continuar viajando pelo Brasil, inaugurando obras e dando início a grandes projetos. Muita gente tem estranhado e até criticado esse ritmo, observou Lula, mas talvez porque estejam acostumados a antigos hábitos de presidentes que diminuiam o ritmo no último ano de governo, ou que deixavam de trabalhar na parte da manhã ou na parte da tarde nos últimos meses. Mas Lula afirmou que tem motivos de sobra para trabalhar até o dia 31 de dezembro:

“(…) nem todos os presidentes da República tiveram o gostoso prazer de inaugurar a quantidade de obras que eu tenho para inaugurar. Nem todos. E nós estamos neste momento colhendo um pouco daquilo que plantamos em momentos dificeis.”



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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Crescimento econômico do Nordeste acima da média basileira

Portal do Brasil

Banco do Nordeste aponta crescimento de 8,3% para PIB nordestino em 2010

O Banco do Nordeste atualizou para 8,3% a projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) do Nordeste. A previsão mostra acréscimo superior ao do Brasil, cuja evolução deve ser de 7,5% neste ano. Os dados constam do Boletim Conjuntura Econômica, publicado mensalmente pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), vinculado ao Banco do Nordeste.
Para 2011 e 2012, o PIB nordestino deve ter incremento de 5,4% e 5%, respectivamente, e continuar com resultados acima dos esperados para o País. Em 2011, a previsão de expansão da economia brasileira é de 5,3% e, no ano seguinte, 4,5%.
Para o superintendente do Etene, Jose Narciso Sobrinho, o incremento dos investimentos no Nordeste é um dos principais fatores que têm levado a região a crescer acima da média brasileira. “O Nordeste tem recebido importantes inversões em infraestrutura e no setor produtivo, a exemplo das refinarias, ferrovias e rodovias, transposição de bacias e complexos portuários. Dessa forma, o crescimento do Nordeste tem sido estimulado pelo mercado interno”, disse.
Segundo o gerente da área de macroeconomia do Etene, Airton Saboya, o Ceará é um dos estados cuja economia apresenta preponderância de indicadores com variações acima da média regional. O crescimento da indústria e o do volume de vendas do comércio varejista são alguns destes indicadores. Respectivamente, cresceram 12,9% e 16,9% no Ceará, contra 11% e 12,6% na região.
O PIB do Brasil cresceu 8,4% de janeiro a setembro de 2010, em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) utilizadas pela instituição. Esse resultado foi influenciado pelo acréscimo de 12,3% na indústria. Os resultados dos setores da agropecuária e serviços foram de 7,8% e 5,7%, respectivamente.
No que diz respeito à economia do País no terceiro trimestre de 2010, a expansão ficou no patamar de 6,7%, terceiro melhor resultado do mundo, abaixo de China (9,6%) e Suécia (6,8%). O Boletim do Banco do Nordeste destaca que esse desempenho foi superior, por exemplo, ao observado na União Europeia (2,2%) e Estados Unidos (3,2%).


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Transnordestina: Mega empreendimento

Transnordestina emprega 11 mil pessoas Imprimir E-mail

Noticiário cotidiano - Portos e Logística
Ter, 14 de Dezembro de 2010 06:45
Os contratos para execução dos lotes 2 a 11 do projeto foram assinados no Ceará durante visita de Lula

Missão Velha - Onze mil pessoas já trabalham nas obras da Ferrovia Transnordestina, número que deverá subir para 18 mil com o início de mais um trecho, o maior deles, que liga Missão Velha, no Ceará, ao Porto do Pecém. Serão 527 quilômetros de trilhos. Os contratos para execução dos lotes 2 a 11 do projeto foram assinados ontem com as construtoras Odebrecht, Andrade Gutierrez e Galvão Engenharia, durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a esse município. A Transnordestina está orçada em R$ 5,4 bilhões e é um dos maiores projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

A ferrovia Transnordestina passa pelos estados do Piauí, Ceará e Pernambuco
Antes de participar da cerimônia no centro de Missão Velha, Lula conferiu de perto as obras de implantação da superestrutura (colocação do lastro de brita, dos dormentes e dos trilhos) no trecho que vai até Salgueiro, em Pernambuco. Esse ramal tem 95,42 quilômetros de extensão, sendo 13,80 quilômetros em solo pernambucano, mas apenas 15 quilômetros estão com a superestrutura pronta. O presidente fez esse percurso em aproximadamente 25 minutos num antigo vagão de passageiros, conhecido como litorina, puxado por uma locomotiva remanescente da antiga Malha Nordeste. Ele viajou do túnel construído sob a rodovia CE-293 até o marco zero da ferrovia.

Já no centro de Missão Velha, Lula discursou em um palco armado em frente à antiga estação ferroviária, hoje Secretaria Municipal de Cultura e Turismo. Foi nesse local que, em junho de 2006, o presidente assinou a primeira ordem de serviço da Transnordestina, dando início às obras desse ambicioso projeto. Mais de quatro anos depois, ao invés de inaugurar pelo menos um dos trechos como inicialmente previsto, Lula presencia a assinatura de mais contratos. A promessa agora é 2012.

´A arte de governar é a arte de planejar e assumir compromissos definindo prioridades. Jamais me passou pela cabeça tirar alguma coisa do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, de São Paulo, do Paraná, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais. Agora, não era justo que o Nordeste continuasse sendo tratado como se fosse a escória deste país`, disse o presidente, argumentando que a região nunca foi prioridade para seus antecessores.

A própria Transnordestina era considerada uma obra impossível de se realizar. Foi iniciada nos anos 1980 e paralisada na década seguinte com apenas 10 quilômetros concluídos. Até que o governo federal mobilizou uma intrincada engenharia financeira, envolvendo recursos próprios via Valec, do Finor e de empréstimos junto à Sudene, ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ao Banco do Nordeste, além de uma participação financeira do empreendedor privado, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), controladora da Transnordestina Logística S.A.

´Lula fez, para essa ferrovia sair do papel, mais de 40 reuniões. E cobrava de todos os órgãos e dele mesmo, sempre com o mapa na mesa`, afirmou o presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher Filho. O executivo, dizendo-se ´inconformado com os obstáculos` e reconhecendo que Lula estava na verdade visitando uma obra incompleta, garantiu que a ferrovia seria concluída.

Números

5,4 bilhões de reais é o valor do empreendimento

30 milhões de toneladas de carga serão transportadas por ano

11 mil empregos estão sendo gerados atualmente

1.728 quilômetros de extensão compreendem o traçado

3 milhões de dormentes serão necessários para a obra - suficientes para ligar o Rio de Janeiro a Lisboa, em Portugal

13 km de pontes construídas equivalente a uma ponte Rio-Niterói

46 hectares é a área do canteiro industrial em Salgueiro - equivalente a 63 campos de futebol

38 municípios pernambucanos estão no traçado da ferrovia

Principais cargas que serão transportadas:

Álcool

Algodão (caroço e pluma)

Argila

Arroz

Biodiesel

Cal

Cimento

Contêineres

Diesel

Farelo de soja

Fertilizantes

Gasolina

Gesso

Gipsita

Milho

Óleo de soja

Soja

Minério de ferro

Fonte: Diário de Pernambuco (PE)/Micheline Batista

Será o crescimento econômico uma farsa?

IPEA: crescimento economico nao levou a queda na desigualdade

Posted by Blog dos Bancários em dezembro 16, 2010
Por InfoMoney, 14/12/2010 12:33
Ipea: crescimento econômico não levou à queda na desigualdade
SÃO PAULO O crescimento da economia brasileira não foi capaz de promover a redução das desigualdades regionais, revelou comunicado divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) nesta terça-feira (14).
Entre 1995 e 2008, a economia brasileira cresceu a uma taxa média anual de 2,8%, mas este ritmo de aumento variou entre as unidades federativas, que mudaram pouco sua participação sobre o PIB (Produto Interno Bruto).

Participação
Salvo o caso de São Paulo, que perdeu 4,2 pontos percentuais de participação, os demais estados não apresentaram nenhuma perda ou ganho substancial de participação.
Os quatro estados com maior participação no PIB são os mesmos de 13 anos atrás: São Paulo (33,1%), Rio de Janeiro (11,3%), Minas Gerais (9,3%) e Rio Grande do Sul (6,6%).
Da mesma forma, os quatro estados com menor participação na economia continuam sendo os mesmos de 1995: Roraima (0,2%), Acre (0,2%), Amapá (0,2%) e Tocantins (0,4%).
Em suma, houve certa desconcentração da atividade econômica, mas ela foi incapaz de mudar substancialmente o perfil regional brasileiro. Isso sugere que distribuição da atividade econômica no território nacional advém de mecanismos econômicos que garantam a estabilidade do sistema, ao menos no curto período aqui examinado, diz o comunicado.

Regiões
Em relação às regiões do Brasil, os dados mostram que o Norte e o Nordeste produzem por habitante em torno da metade da média nacional.
Em 1995, o Sudeste tinha um PIB per capita 39% maior do que a média nacional e, ao final da série, esse valor passou a ser 33% acima da média nacional. Já para o Nordeste, o valor era, em 1995, 58% abaixo da média nacional e, ao final da série, estava em 53%.
Como ilustração da lentidão da aproximação das regiões, basta dizer que, ao ritmo do período examinado, o PIB per capita do Nordeste só chegaria à marca de 75% do valor nacional ao redor do ano de 2074, diz o comunicado.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Panorama Brasil

Presidente Lula defende desenvolvimento equilibrado no país

Agência Brasil

BRASÍLIA - Ao discursar há pouco durante cerimônia de anúncio de investimentos da Fiat em Pernambuco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Nordeste não pode ficar para trás a vida inteira. Segundo Lula, o governo tem que ser o indutor do modelo de desenvolvimento mais justo entre as regiões do país.

Ao lado do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e de diretores da Fiat, Lula disse que a decisão da montadora italiana de investir no Nordeste ocorreu em virtude do crescimento econômico da região e da melhoria da qualidade de vida da população mais pobre do país. “Combinou o interesse da Fiat com o interesse de desenvolvimento que tem o Nordeste brasileiro, que não pode ficar para trás a vida inteira”, discursou Lula, em Salgueiro (PE).

“O Nordeste está se desenvolvendo. Certamente, a Fiat não vem para cá por causa dos seus belos olhos”, brincou Lula, em referência aos olhos azuis do governador pernambucano. “A Fiat vem para cá porque está enxergando que o Nordeste é a região que mais se desenvolve no Brasil, que a classe pobre está ficando menos pobre, que a classe média está crescendo e que o Nordeste passa a ser um mercado com um potencial extraordinário.”

Em nota, a Fiat informou que pretende investir R$ 3 bilhões na unidade pernambucana. A fábrica ocupará uma área de 4,4 milhões de metros quadrados no município de Cabo de Santo Agostinho, dentro do Complexo Portuário de Suape e deverão ser gerados, de acordo com a montadora, 3,5 mil empregos diretos.

Os investimentos, ainda conforme a nota, serão feitos entre 2011 e 2014 e vão abranger, além da construção da fábrica, um centro de pesquisa desenvolvimento, projeto e desenvolvimento de novos produtos e plataformas e treinamento de recursos humanos. A montadora italiana informou ainda que os modelos a serem produzidos serão voltados para a demanda do consumidor brasileiro e latino-americano.

Em tom de brincadeira, Lula disse aos dirigentes da Fiat que, em caso de greve, ele mesmo poderá incitar os trabalhadores. “Não se esqueçam que se, por acaso, tiver uma grevezinha na Fiat, eu poderei estar na porta incitando [os trabalhadores].”